Acordo UE e Mercosul: janela de oportunidades ou mais do mesmo? – MD Trading

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Acordo UE e Mercosul: janela de oportunidades ou mais do mesmo?

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Acordo UE e Mercosul: janela de oportunidades ou mais do mesmo?

Acordo UE e Mercosul: janela de oportunidades ou mais do mesmo?

Depois de 25 anos de idas e vindas, UE e Mercosul concluíram a negociação do texto em dezembro de 2024, e, em 2025, o bloco europeu levou o acordo para assinatura, mas adiou a cerimônia para janeiro por pressão política interna, sobretudo de França e Itália, em meio a protestos de agricultores. Ou seja: está próximo, porém ainda sem vigorar.

Para quem importa e exporta no Mercosul, isso não é detalhe: é custo, risco e time-to-market. A MD Trading acompanha o tema diariamente e preparou um mapa direto ao ponto para você decidir como e quando se posicionar.


O que realmente muda (se assinado nos próximos meses)

1) Tarifas e acesso a mercado

  • Redução/eliminação gradual de tarifas industriais e agro; criação da maior zona de livre-comércio da UE, 700+ milhões de consumidores.
  • Cotas (TRQs) e salvaguardas para produtos sensíveis na Europa, carne bovina, aves, cereais, mitigando choques de oferta.

Leitura prática: indústria do Mercosul ganha fôlego para vender bens com maior valor agregado na UE; agro tem espaço adicional, mas com marcos e limites.

2) Compras governamentais e serviços

  • Acesso mais amplo e regras de contratações públicas e serviços entre as partes, ampliando o mercado para integradores, EPCistas e fornecedores de TIC, saúde e transportes.

3) ESG, florestas e due diligence

  • Capítulo de Comércio e Desenvolvimento Sustentável com compromissos vinculantes, inclui combate a desmatamento e aplicação das leis ambientais. Além disso, regulações europeias paralelas seguem valendo, como a regra de desmatamento, EUDR, cuja implementação foi postergada, mas permanece no radar.

4) CBAM: o “novo imposto de carbono” de fato operacional em 2026

  • O CBAM entra em fase definitiva em 1º de janeiro de 2026: importadores na UE terão de comprar certificados de carbono com base nas emissões embutidas, primeira entrega de certificados em 2027 referente às importações de 2026. Impacta aço, ferro, alumínio, cimento, fertilizantes, hidrogênio etc. Se você exporta esses itens, o seu custo total para vender na UE muda.

Desafios enfrentados, o lado “mais do mesmo”

  1. Imprevisibilidade política
    O adiamento da assinatura em dezembro de 2025 mostra que cronograma é variável e sujeito a pressões domésticas europeias, setor agrícola. Planeje com cenários.
  2. Condições e contrapartidas ambientais
    Mesmo com o acordo, a UE mantém, e vem reforçando, exigências ambientais. Quem não rastrear origem e cumprir critérios ficará de fora, com ou sem preferência tarifária.
  3. CBAM e custo de conformidade
    Exportar aço, alumínio e cimento ao “zero imposto” e “zero papelada” não existe em 2026: haverá custo de carbono + medição e relato de emissões no padrão UE.
  4. Concorrência acirrada
    Empresas europeias também terão melhor acesso a compras públicas e clientes do Mercosul. Quem não ajustar preços, prazos e serviço perde share.

Onde está a janela de oportunidades, e como capturá-la

1) Reprecificação da cadeia de suprimentos para a UE

  • Produtos industriais com tarifas menores + lead time competitivo podem deslocar fornecedores asiáticos em nichos específicos, autopeças, bens de capital, químicos.
  • Ação da MD Trading: sourcing europeu/latam, simulações de tarifa e Incoterms e redesenho de custo total, produto + frete + seguro + CBAM/ESG.

2) “Green premium” para quem comprova compliance

  • Rastreabilidade, certificações e inventário de emissões viram argumento comercial e barreira de entrada para concorrentes menos preparados.
  • Ação da MD Trading: implantação de trilhas de conformidade EUDR/ESG e CBAM-readiness dados primários, fatores de emissão, documentação técnica.

3) Compras governamentais na UE

  • Novas janelas em infraestrutura, saúde, mobilidade e TIC.
  • Ação da MD Trading: mapeamento de tenders relevantes, montagem de consórcios, estratégia de entrada e compliance documental.

4) Agro com técnica, não com bravata

  • Espaço adicional via cotas e preferências, porém com sanitário/fitossanitário e rastreabilidade no centro. Quem comprovar bem, vende antes e melhor.
  • Ação da MD Trading: desenho de protocolos SPS, auditorias de origem e integração com plataformas de rastreabilidade.

Como a MD Trading executa, de ponta a ponta

  • Estratégia e viabilidade: análise de cenário UE, tarifas, TRQs, regras de origem, matriz de riscos regulatórios e business case por SKU/HS code.
  • Sourcing e negociação: alternativas na UE e no Mercosul, contratos, Incoterms, hedge cambial e SLAs de entrega.
  • Compliance e documentação: CBAM dados de emissões, fator default vs. primário, EUDR cadeias livres de desmatamento, licenças, certificações, seguro, desembaraço aduaneiro.
  • Logística internacional: modais, consolidação, rota ótima, KPI de lead time e OTIF.
  • Go-to-market UE: canais, distribuidores, compras públicas e contratos de representação.
  • Pós-entrada: monitoramento de quotas e salvaguardas, acompanhamento de mudanças regulatórias e ajustes de preços, incluindo custo de carbono.

Antes → Depois para o cliente

  • Antes: tarifa alta, incerteza regulatória, dificuldade de vender para governos e risco de barreira ambiental.
  • Depois: tarifa reduzida ou zerada em linhas-chave, compliance como diferencial, acesso a tenders na UE e previsibilidade operacional com KPIs.

Decisão racional: agir agora, mesmo com assinatura em janeiro

  • O atraso mostra que política muda prazos, mas não muda a direção: integração e exigências ambientais e carbônicas. Quem deixar para “quando assinar” perde a largada.
  • Preparar rastreabilidade, CBAM e dossiês SPS leva meses. Empresas que saem na frente capturam cota, contrato e cliente antes.

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